quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dança comigo está noite?

Sabe quando tu não sabe mais o que fazer?
Tudo dá um nó, de marinheiro.
Ninguém tem solução.

Só quero dançar, no ritmo da musica.
Dança comigo?
Suba em meus pés, te guio.
Me abrece, não importa se perdermos o ritmo.

Vamos, observe o lago.
O reflexo do sol que está nele.
A brisa fria que sopra seus cabelos.
Deixe eu te observar enquanto está distraída.

O tempo vai passar devagar.
Uma hora em um segundo.
Não se importe, temos a vida inteira.

Venha, me mostre que ainda se importa.
Mostre-me que nem tudo foi perdido.
Diga que não perdeu a simplicidade.
Não deixe o medo tomar conta de ti.

Ainda temos muito o que viver, vai...
Não coloque tudo a perder.
Talvez seja a ultima chance.
Não vire as costas
Não deixe nossa musica tocar sozinha

Vem.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

00:00

O mundo as vezes desaba.
A vida de ponta cabeça.
Ninguém vê.
O fogo queima muito.
Por muito pouco tempo.
As coisas são assim, intensas.
Por pouco tempo.
Quem disse que nada é pra sempre?!
São pra sempre em frações de segundos.

Tem marcas em mim, por todo corpo.
Como marcas de ferro quente.
Não vai sair, vão ficar por eternas frações de segundos.
Ainda doem, porém me mostram que foi real.

Não dá para se afogar em cinzas.
O fogo não existe.
Já apagou, mas as cinzas ainda estão por aqui.
Por toda parte.

Você não pode fugir de certas coisas.
O cheiro, o calor, a sujeira, empreguinam.
Uma vez destruído por fogo, não dá para fugir.
Aceite, o que antes existia, o fogo destruiu.
Não volta.