A vida é frágil
Por vezes difícil de distinguir o que é sólido do que é palpável
Me pergunto onde surgiu a ideia de que somos privilegiados, por desfrutar da ciência de.... Respirar.... Expirar....
Somos todos embriões, lutando pela dignidade de continuar suspirando um milésimo a mais. E sem a certeza do que vem após, agradecer pelo minuto concedido.
Estar vivo é simples.
A bênção que a mim foi concebida, de olhar o mundo em cores falhas e paisagens trêmulas.
Agradeço.
Mas questiono.
O que será de mim, hoje, partícula do todo?!
Como há de se criar um novo rumo a algo que está escrito? Como hei de duvidar daquilo que se faz presente?
Não há um dia se quer, que eu não me questione se a vida é mesmo dádiva, e se viver não é apenas ilusão.
Em tempos onde juízes ditam a verdade sobre mim, e os juízes a quem me deito ao chão são declarados culpados, me pergunto se realmente há um mérito em prosseguir de pé.
Mas a vida, talvez, seja isso.
O resultado matemático do x, onde a resposta só te alcança quando a dúvida floresce.
A vida é calma.
Nos tantos"talvez"
Foram quantos?!
Hoje me encontro nas perguntas
Porque se eu encontrasse a resposta
Estaria pronta pra morte.
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Só ela sabe quem sou.
Eu nunca me entendi muito bem. Sempre fui um cientista tentando explicar meu eu com o conhecimento de um cristão. Eu nunca fiz sentido.
Meus defeitos sempre foram só defeitos.
Me olhando no espelho vejo nos meus olhos o reflexo do passado, e sinto cada fragmento do tempo que já passou por mim.
Se hoje sou garoa, já fui tempestade. Talvez por isso há quem ainda me odeie.
Se elas soubessem que pra mim também foi uma surpresa ser hoje o que disse que nunca faria, talvez me perdoariam.
Já falei muito de peito vazio, hoje me calo com peito cheio do que dizer.
Há tantos que passaram por aqui, que hoje não entendo como o vazio é tão extenso.
Mas me sinto abençoado, ficou quem soube afundar o pé na areia.
Talvez se elas soubessem que não as odeio, me perdoariam.
Já não faço mais questão, a lua me dá boa noite.
Fui carregado demais, enclausurado no correr do ponteiro que se amarrou no rabo do diabo. Mas me sinto abençoado, molho o pão seco no café puro e engulo à palo seco.
Caminho com a certeza que de que me encaro sem desprezo, sabendo do monstro que fui.
E se eles soubessem que todos me prepararam para o peito imerso que sou hoje, talvez me perdoassem.
Amor nunca foi prisão, e eu sempre fui passarinho.
O peito que me aninhei, é meu.
Se eles soubessem que me fizeram chegar onde cheguei, talvez me perdoariam.
Porque amor também é reconhecer no outro a sua parte.
Mesmo que não seja seu.
O peito que pertenço, é todo meu, mesmo já tendo sido de outros.
E se todos soubessem disso, talvez nos perdoariam.
Não me importo, nosso tempo parou no abraço. As coisas que eu disse daquela noite estrelada em diante me dividiram entre o que eu pensava ser, e o que sempre quis ser.
Eu disse que nunca me apaixonaria. Eu não sabia o que era amor.
Hoje sou completo, por mim, por nós. Porque sei que navegar não é só erguer as velas.
Tenho guiado nós, mar a dentro.
Sei que estou certo, mesmo sendo louco.
Ela sabe quem sou, e me deu amor. Eles me odeiam, e nunca souberam de mim.
Como eu poderia esperar que me perdoem?
Em noites frias como essa, me deito em seu colo e respiro com a certeza de que só ela sabem quem sou.
Nem eu mesmo sei.
Meus defeitos sempre foram só defeitos.
Me olhando no espelho vejo nos meus olhos o reflexo do passado, e sinto cada fragmento do tempo que já passou por mim.
Se hoje sou garoa, já fui tempestade. Talvez por isso há quem ainda me odeie.
Se elas soubessem que pra mim também foi uma surpresa ser hoje o que disse que nunca faria, talvez me perdoariam.
Já falei muito de peito vazio, hoje me calo com peito cheio do que dizer.
Há tantos que passaram por aqui, que hoje não entendo como o vazio é tão extenso.
Mas me sinto abençoado, ficou quem soube afundar o pé na areia.
Talvez se elas soubessem que não as odeio, me perdoariam.
Já não faço mais questão, a lua me dá boa noite.
Fui carregado demais, enclausurado no correr do ponteiro que se amarrou no rabo do diabo. Mas me sinto abençoado, molho o pão seco no café puro e engulo à palo seco.
Caminho com a certeza que de que me encaro sem desprezo, sabendo do monstro que fui.
E se eles soubessem que todos me prepararam para o peito imerso que sou hoje, talvez me perdoassem.
Amor nunca foi prisão, e eu sempre fui passarinho.
O peito que me aninhei, é meu.
Se eles soubessem que me fizeram chegar onde cheguei, talvez me perdoariam.
Porque amor também é reconhecer no outro a sua parte.
Mesmo que não seja seu.
O peito que pertenço, é todo meu, mesmo já tendo sido de outros.
E se todos soubessem disso, talvez nos perdoariam.
Não me importo, nosso tempo parou no abraço. As coisas que eu disse daquela noite estrelada em diante me dividiram entre o que eu pensava ser, e o que sempre quis ser.
Eu disse que nunca me apaixonaria. Eu não sabia o que era amor.
Hoje sou completo, por mim, por nós. Porque sei que navegar não é só erguer as velas.
Tenho guiado nós, mar a dentro.
Sei que estou certo, mesmo sendo louco.
Ela sabe quem sou, e me deu amor. Eles me odeiam, e nunca souberam de mim.
Como eu poderia esperar que me perdoem?
Em noites frias como essa, me deito em seu colo e respiro com a certeza de que só ela sabem quem sou.
Nem eu mesmo sei.
quinta-feira, 15 de março de 2018
Hoje e sempre.
Hoje acordei com a mesa posta,
no prato uma merda ainda quente e fedendo.
Encarei por alguns minutos aquilo que me ofereciam,
sem saber se conseguiria engolir.
A anos me dão as sobras pro jantar,
e os restos no almoço,
a falta do alimento me deixou fraca, sem vida, sem esperança...
Mas sinto aqui, dentro de mim, uma fome insaciável
Uma fome que começou a tomar conta dos meus nervos a ver aquela merda posta.
Me perguntei se eu deveria come-la ou morrer de fome,
se eu deveria mastigar, fechar os olhos e sentir a náusea vir,
a vontade de expelir,
aquela merda toda descendo pela minha garganta,
arranhando minha alma,
e ainda sorrir pois foi me dada de bom grado.
Levantei atordoada, sentindo que os pratos são frágeis e os talheres de plástico.
A fome que grita pulsante em mim, a anos, parece ter tomado conta.
Acontece que a dor de ver aquela merda ali, no meu prato, enquanto sinto fome me causou dor.
A dor é parte pequena da fome que sou.
Estou encarando meu prato algumas horas, nada faz sentido: a mesa, os pratos, as cadeiras...
Já engoli essa refeição tempo demais e essa fome é matéria que você não alcança.
Aprendi algo com esses alimentos requentados, me levanto atônita, vingança só é prato frio pra quem tapa os olhos. Nós ainda sentimentos a vingança quente, fervendo, pulsando, escorrendo... E não é essa merda posta mesa que matará a minha fome.
Não hoje.
E sempre.
no prato uma merda ainda quente e fedendo.
Encarei por alguns minutos aquilo que me ofereciam,
sem saber se conseguiria engolir.
A anos me dão as sobras pro jantar,
e os restos no almoço,
a falta do alimento me deixou fraca, sem vida, sem esperança...
Mas sinto aqui, dentro de mim, uma fome insaciável
Uma fome que começou a tomar conta dos meus nervos a ver aquela merda posta.
Me perguntei se eu deveria come-la ou morrer de fome,
se eu deveria mastigar, fechar os olhos e sentir a náusea vir,
a vontade de expelir,
aquela merda toda descendo pela minha garganta,
arranhando minha alma,
e ainda sorrir pois foi me dada de bom grado.
Levantei atordoada, sentindo que os pratos são frágeis e os talheres de plástico.
A fome que grita pulsante em mim, a anos, parece ter tomado conta.
Acontece que a dor de ver aquela merda ali, no meu prato, enquanto sinto fome me causou dor.
A dor é parte pequena da fome que sou.
Estou encarando meu prato algumas horas, nada faz sentido: a mesa, os pratos, as cadeiras...
Já engoli essa refeição tempo demais e essa fome é matéria que você não alcança.
Aprendi algo com esses alimentos requentados, me levanto atônita, vingança só é prato frio pra quem tapa os olhos. Nós ainda sentimentos a vingança quente, fervendo, pulsando, escorrendo... E não é essa merda posta mesa que matará a minha fome.
Não hoje.
E sempre.
terça-feira, 13 de março de 2018
versos rápidos
as vezes o peito aperta numa dor quase irremediável
e penso: o que é irremediável?!
O amanhã?
Ontem é apenas um cupim que corrói toda a parede do hoje.
Nada é tão concreto que não possa ir ao chão,
Nenhum peito é tão forte, que não inunde.
O que é de fato real?!
O que ficará pro amanhã?
Ontem era tudo tão real!
O hoje é irremediável, não espera, não acontece.
Amanhã será cinza e cinzeiro, lata e ressaca.
E o hoje?!
Ontem fui o que eu seria hoje, mas o quer seria de mim amanhã?!
Eu nunca sei o que sou até ser, eu nunca serei até que entenda o que fui.
Uma única cabeça não pode pensar tantas vezes...
Se, talvez, amanhã eu for, amanhã serei.
Quem dirá ,então, que da taverna surgiu o poeta que te devorou?!
e penso: o que é irremediável?!
O amanhã?
Ontem é apenas um cupim que corrói toda a parede do hoje.
Nada é tão concreto que não possa ir ao chão,
Nenhum peito é tão forte, que não inunde.
O que é de fato real?!
O que ficará pro amanhã?
Ontem era tudo tão real!
O hoje é irremediável, não espera, não acontece.
Amanhã será cinza e cinzeiro, lata e ressaca.
E o hoje?!
Ontem fui o que eu seria hoje, mas o quer seria de mim amanhã?!
Eu nunca sei o que sou até ser, eu nunca serei até que entenda o que fui.
Uma única cabeça não pode pensar tantas vezes...
Se, talvez, amanhã eu for, amanhã serei.
Quem dirá ,então, que da taverna surgiu o poeta que te devorou?!
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Genes são ligações, como aquelas que nunca fiz.
Somos
todos,
no
fim,
filhos
do mesmo ventre traidor¹.
Eu traí a dor.
Pensei não senti-la,
hoje me deleito em seu colo encantador.
Me tira a visão, pertuba o que há de mais belo.
Tudo que respira é feito de dor,
falhei ao dizer que não sinto,
falho agora ao senti-la.
Talvez hoje, sejamos a junção de tudo que podiamos ter sido
e não fomos porque seu telefone nunca tocou.
A gente sempre acha que a dor é visita incoveniente,
mas agora ela é visita que eu convidei.
Do ventre que nos criou,
carrego o gene,
ligação,
corre em mim teu sangue,
tua casa não recebe mais carteiro algum.
Eu deveria te dar o mais belo poema,
por ser apenas dor,
essa que faz o poeta que sou.
Deveria te dar o melhor do poeta que sou,
que é pele e dor.
Mas a dor convidei pra tomar café amargo e pão seco,
matar a fome.
Mas tudo que respira é feito de dor,
tudo que escrevo é dor,
somos,
até o momento, dor.
Mas respiro e te agradeço nessa carta que nunca chegará.
Pra ti, essa carta póstuma.
¹ http://pausaprofuneral.blogspot.com.br/2017/06/filhos.html
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