terça-feira, 13 de março de 2018

versos rápidos

as vezes o peito aperta numa dor quase irremediável
e penso: o que é irremediável?!
O amanhã?
Ontem é apenas um cupim que corrói toda a parede do hoje.
Nada é tão concreto que não possa ir ao chão,
Nenhum peito é tão forte, que não inunde.
O que é de fato real?!
O que ficará pro amanhã?
Ontem era tudo tão real!
O hoje é irremediável, não espera, não acontece.
Amanhã será cinza e cinzeiro, lata e ressaca.
E o hoje?!
Ontem fui o que eu seria hoje, mas o quer seria de mim amanhã?!
Eu nunca sei o que sou até ser, eu nunca serei até que entenda o que fui.
Uma única cabeça não pode pensar tantas vezes...
Se, talvez, amanhã eu for, amanhã serei.
Quem dirá ,então, que da taverna surgiu o poeta que te devorou?!

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