Nesse dia eu sou chuva.
Duas moléculas que se juntam, não proporcionalmente, pra cair quando você menos espera. Quando já cansou da Súplica Cearense.
Sou gota que caí no asfalto quente.
Lágrima de criança faminta que no soluço se esvai.
Sou a suplica paranaense, a tempestade celestial.
Perfeita ligação hidrogenada, que vez ou outra esquece o oxigênio.
Cada gota que cai fazendo o mar agitar, sou cada suspiro que faz o peito aliviar.
Sou a inconstância desse céu nublado com um raio de sol a querer se mostrar.
No fim, não sei se sou poça d'água que restará, ou se neblina que subiu com a incerteza se cairá...
Ou não.