segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mesmo calada a boca, resta o peito.

Era tarde da noite, daquelas bem quentes, a lua amarela até parecia um sol. Eu sempre confiei nela... A lua cheia.
Eu a encontrei sentada num banco, ela e todo seu ar de arrogante.
- Oi. Eu disse
Ela me respondeu alguma coisa, mas seus olhos eram tão lindos e eu olhava no fundo deles, eles me sugavam a vida, me hipnotizavam, neles eu via toda sua alma e eu me apaixonava por tudo que eu via.
- Oi. (Acho que foi o que ela disse).
- É... Noite bonita não é? Tentei não vacilar a voz enquanto desviava meus olhos dos seus.
- Uhum. Ela murmurou.
- Como está? Foi o que eu disse, mas na verdade eu pensava: O que aconteceu com você? Nem mesmo o calor da minha presença faz-te palpitar o coração?
Mas não consegui chegar em uma conclusão, ela começou dizer que estava bem e falar sobre seu dia e... Como aqueles lábios eram lindos, pequenos e delicados, eu lembrava da maciez deles se encaixando nos meus lábios carnudos. Eles se moviam e eu não conseguia parar de olhar...
- Que bom que está bem. Eu havia escutado tudo o que ela disse, mas confesso que os lábios me roubaram a atenção.
De repente, enquanto ela me dava seu silêncio e os grilos faziam uma bela sintonia, eu via todos os meus sonhos dentro de seus olhos, sorria feito besta ao lembrar da camisa larga e as pernas à mostra, eu desejava seus lábios e as viagens que eles fizeram em meu corpo. Mas antes que meus lábios se abrissem pra dizer a ela todo esse mundo de sentimentos que me tomavam, ela se levantou...
- Adeus.
Essas palavras tomaram meus ouvidos e num segundo eu paralisei em sua imagem ficando cada vez mais longe, cada vez mais dolorido em mim. Meus lábios tremiam ao tentar gritar qualquer pedido, qualquer coisa que a fizesse ficar, mas a única coisa que ficou foi o cheiro da falta, a presença da solidão.
Um vazio se fez, ela levou seu coração, mas ficou com o meu. Ela levou todos os meus sonhos e suspiros, a melhor parte de mim, mas deixou as lembranças a pairar sobre minha cabeça e a sensação de uma aliança que não existe.
E eu fiquei sentada, observando ela se afastar, eu estou aqui sentada, esperando ela voltar.

sábado, 25 de janeiro de 2014

A gente se dá ao luxo de nada.

O sol se pôs e voltou a nascer
Daqui as estrelas lembram tanto você...
Um amor platônico, real,
Quando a gente sabe se é normal?
A lua perguntou de você,
Mas nem o porteiro sabe responder,
Eu também não sei não,
Mas o horizonte é tão longe...
Por que é que foi se esconder?

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Só você.

"Morena do sorriso grande que me prende
O gosto do teu beijo não sai da minha boca
E você da minha mente
Difícil dizer o que se passa em mim
Quanto te vejo
Me vem só um desejo
Ler pensamento
Bobo, eu ainda tento
Repetir aquela noite
De... Acaso, destino e sorte
Em que sua boca era só minha
Meu peito aqui
E te vejo sozinha
Estudante aplicada
Tão linda quanto complicada, me abrace
Me deixe te fazer sentir segura
Nos teus olhos encontrar minha estrada
Me deixa bem devagar
Te mostrar
Como é bom ser... Amada!
Deixa? "

Michael Jhonny Livino.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Em mim, todos os sonhos do mundo.

Se em mim há tantos sonhos quanto no mundo, o mundo eu hei de ser.
Dos meus olhos caem águas tão salgadas quanto os mares, talvez eu tenha chorado oceanos.
Se ao fechar os olhos, estrelas me tomam a visão, quem sabe dos astros eu não saiba bem.
Do chão de terra batida meus pés já usufruíram, mas do asfalto civilizado já estão bem "amigados".
Palavras formadas por histórias me tomam os ouvidos e eu já nem fujo da realidade.
Quiça nesse mundo velho sem porteira, eu já tenha percorrido de outras vidas. 
E mesmo meu corpo jovem com alma de velha, não entende o que ocorreu. E essas mãos que já não largam a caneta, sem distinguir realidade e ilusão,estão confusas. E mesmo tendo em mim, um mundo todo de certezas, não entendi como poderia existir algo tão indecifrável quanto o seu cheiro ao passar por mim.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Se você me sorri o mundo há de se iluminar. Mas se você sorri ao léu, os dias são todos iguais.
Ela me vinha todos os dias, com o seu sorriso de menina.
Me aninha e me mima, me briga e me estranha.
Só vinha quando queria, mas nunca de mão vazia.
Mão direita com carinho, esquerda com aninho.
Fazia do tilintar do relógio, segundos eternos e inacabáveis.
Meus dias são de par em par, sorrio apenas por sua existência.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Seus olhos tinham a cor da coisa mais linda que eu já havia visto.
Seu riso ecoava em meus ouvidos como a mais bela música.
Ela estava ao meu redor, em tudo, até na brisa gelada.
Bastava eu fechar os olhos e o arrepio surgia. Era como lembrar do batimento ritmado com a respiração aliviada por saber que estava no lugar mais seguro.
Eu havia o criado para meu deleite, não existia no mundo real, nele nem se quer corria tempo. Criado dia-adia com a paciência de um monge, com todo luxo que uma princesa merece.
Mas princesas sempre procuram príncipes, e eu nunca fui um.