O que me acalma é não saber o amanhã.
De longe, meu forte era grande, resistente e imponente.
De perto, era pequeno, frágil e não tinha nenhuma vantagem.
Eu não sei mentir.
Pensei não ser possível se afogar no nada. No vazio.
De perto não parecia vazio.
O que me traz paz é que o relento ainda é grande e nele vivo bem.
De perto é frio.
Eu sou covarde.
Certezas são sempre certas, independente do quanto o mundo diga que não.
Peguei as minhas e coloquei na prateleira como troféus. Méritos de quem sabe o que faz mesmo tendo um universos de probabilidades.
O que me acalma é saber que existem outros universos e dimensões e tempos.
O amanhã não existe e é nele que crio coisas impossíveis, com a certeza de que nada será real, como mérito de minhas escolhas.
Eu sei fingir.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Die lüge
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Carta aos meus iguais
Quando olhei o mar senti o vento
Quando olhei as pessoas, eram iguais.
Parecia abstrato, como se eu fosse a orelha de Gogh.
As vezes me pergunto o que veem
De tanta história vivida, não sabem o meio
Sufoca o peito
A dor de cabeça que me acomete é talvez o estrondo do que vi
Não há dia que o sol não insista em me acordar
Não há noite que eu não insista em desistir
O pensar é alheio, o sentimento é certeiro
Sou como carteiro: chega, traz mensagem e não recebe bom dia.
Ainda olho o mar e ele me trás alento, era o que eu queria.
Das janelas do mundo, todos olham, vejo todos...
Poucos me veem.
Os que enxergam sabem do peito ferido, mas não sentem o sangue escorrer.
Não coagula.
Sinto como se a areia da ampulheta tivesse parado a tempos.
Meu corpo está sedado à tempos.
Ando descalço pra sentir o chão, pois todo resto me é alheio
Sinto vontade de acabar com o mundo Pequenos fragmentos reluzentes
Tao brilhantes quanto essa confusão que se instalou
Olho o mar, ele está ao relento...
A orelha de Gogh agora é valiosa
Como estrela que brilha, depois que morre.
Quando olhei as pessoas, eram iguais.
Parecia abstrato, como se eu fosse a orelha de Gogh.
As vezes me pergunto o que veem
De tanta história vivida, não sabem o meio
Sufoca o peito
A dor de cabeça que me acomete é talvez o estrondo do que vi
Não há dia que o sol não insista em me acordar
Não há noite que eu não insista em desistir
O pensar é alheio, o sentimento é certeiro
Sou como carteiro: chega, traz mensagem e não recebe bom dia.
Ainda olho o mar e ele me trás alento, era o que eu queria.
Das janelas do mundo, todos olham, vejo todos...
Poucos me veem.
Os que enxergam sabem do peito ferido, mas não sentem o sangue escorrer.
Não coagula.
Sinto como se a areia da ampulheta tivesse parado a tempos.
Meu corpo está sedado à tempos.
Ando descalço pra sentir o chão, pois todo resto me é alheio
Sinto vontade de acabar com o mundo Pequenos fragmentos reluzentes
Tao brilhantes quanto essa confusão que se instalou
Olho o mar, ele está ao relento...
A orelha de Gogh agora é valiosa
Como estrela que brilha, depois que morre.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Existir
O nome disso é vazio. Um amontoado de coisas que não preenche nada. Um caminhar certo que leva pra direção errada.
Quem disse que o topo do penhasco trazia medo? Ele traz sorte.
Quando se está no topo de tudo, nada parece conveniente, pois tudo que vem do nada alguma hora se maquia de tudo que precisa.
É um paradoxo anormal, um vortex que emabaralha o córtex. Nesse estado atemporal penso que tudo se cria, mas não crio nada, porque o buraco de minhoca é grande.
Ainda não entendi o niilismo de Nietzsche.
A marca no cimento fresco é fundo, meu passo na terra é rápido, quero acabar logo essa jornada. Mas não sendo Star, só vejo Wars e não reconheci meu pai.
Meus livros se aposentaram, quero chegar em casa mais cedo, correndo de Atena, abraçando Morfeu, quantas analogias mais tenho que fazer eu?
O poeta cansou e a tinta secou.
Segundo a biologia tudo muta, nada se cria. A sociedade faz o indivíduo.
Estamos equivocados em criar uma nova narrativa.
Soma total do produto.
O nome disso é vazio, algo que se cria no nada, dentro de seres vazios que procuram o caos em meio a paz e Froid diria:
Vocês estão loucos.
Quem disse que o topo do penhasco trazia medo? Ele traz sorte.
Quando se está no topo de tudo, nada parece conveniente, pois tudo que vem do nada alguma hora se maquia de tudo que precisa.
É um paradoxo anormal, um vortex que emabaralha o córtex. Nesse estado atemporal penso que tudo se cria, mas não crio nada, porque o buraco de minhoca é grande.
Ainda não entendi o niilismo de Nietzsche.
A marca no cimento fresco é fundo, meu passo na terra é rápido, quero acabar logo essa jornada. Mas não sendo Star, só vejo Wars e não reconheci meu pai.
Meus livros se aposentaram, quero chegar em casa mais cedo, correndo de Atena, abraçando Morfeu, quantas analogias mais tenho que fazer eu?
O poeta cansou e a tinta secou.
Segundo a biologia tudo muta, nada se cria. A sociedade faz o indivíduo.
Estamos equivocados em criar uma nova narrativa.
Soma total do produto.
O nome disso é vazio, algo que se cria no nada, dentro de seres vazios que procuram o caos em meio a paz e Froid diria:
Vocês estão loucos.
Não
- Não.
Não é uma palavra muito relativa.
Não querer. Não poder. Não fazer.
Quantos universos existem em um "não"?
Olhando o cachorro na sarjeta, penso que a vida é mesmo medíocre.
Mas, não, é.
A mente humana é tão vasta e cheia de conexões, como podemos ser tão pequenos?
Ou, não?
As estrelas são tantas, Carl se contorce com nosso ego.
E disse não.
Como se não houvesse mais certeza na vida que um não.
A bandeira arriada a meio mastro.
Não.
Mesmo que os latidos sejam ensurdecedores a meia noite, me pergunto que silêncio seria mais amedrontador que um não.
Assobio uma canção de ninar, como quem chama Fred pra dormir. Olho embaixo da cama por medo do bicho-não-papão.
- Que surto é esse Pedro?
- Surto? Eu? Não....
Não é uma palavra muito relativa.
Não querer. Não poder. Não fazer.
Quantos universos existem em um "não"?
Olhando o cachorro na sarjeta, penso que a vida é mesmo medíocre.
Mas, não, é.
A mente humana é tão vasta e cheia de conexões, como podemos ser tão pequenos?
Ou, não?
As estrelas são tantas, Carl se contorce com nosso ego.
E disse não.
Como se não houvesse mais certeza na vida que um não.
A bandeira arriada a meio mastro.
Não.
Mesmo que os latidos sejam ensurdecedores a meia noite, me pergunto que silêncio seria mais amedrontador que um não.
Assobio uma canção de ninar, como quem chama Fred pra dormir. Olho embaixo da cama por medo do bicho-não-papão.
- Que surto é esse Pedro?
- Surto? Eu? Não....
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