As vezes eu acho que fiz tudo
E sinto falta
Sim, sinto falta de tudo
Quase como, se tudo, fosse nada
Mas ha tantos que dizem ser tudo, no meio do nada
E eu não sei dizer o que é tudo, isso, o nada
Mas te ouvi dizer sobre o nada
O vazio
E eu pensava saber do tudo.
Mas aí, me atingiu o nada.
É o que sou, no final.
Começo
O que é?
Ela se priva, toda vez
Todo, é como o nada.
Porque tudo que é cheio, chega a ser vazio
E Pedro se desespera, porque vários de seus textos também foram cheios
Mas recebeu o vazio.
Mas o mar é sempre revolto
Tudo ao eterno é vazio
Se não fosse o canto
O assovio
O rum
Tudo é cheio de nada,
Não é?!
Mas ela é a imensidão, a pequena marola, que engole a todos.
E não é isso a vida?!
O grande vazio, que é cheio.
Do que?!
Não sei.
- Pedro?!
- Sim, marujo?!
Traga outro gole, Judas nunca entendeu o contexto.