quarta-feira, 27 de abril de 2011

Absolutamente nada.
Hoje eu esperei, contei os minutos, deixei meu relógio sem ponteiro rolar só pra ver o que a alma ia clamar. 
Não vou ligar, me desesperar, sei que não vai voltar.
Clamei por perdão e seus ouvidos só me ignoraram, já se passaram dois minutos e meu pedido de ajuda ainda continua em aberto, esperando que alguém o responda.
Tirei minha alma, lavei e estendi. Ela está ali e eu estou aqui, apenas a observando a espera de que ela me diga que quer voltar pra mim. 
Não vou mover um dedo, mesmo que eu continue sem vida, sem motivos pra continuar a viver, não vou me mover, minha alma pediu socorro eu lhe dei, está ali, lavada, estendida e pronta pra ser jogada fora...
Meu chão já virou caixão, meu céu já desabou e meu corpo faleceu, não a motivos para trazer a alma para dentro novamente. Por quê você regaria uma rosa já murcha? Não há sentido.
Sei que posso voltar a viver, mas pra que? Vou voltar a morrer e não há nada que possa me manter de pé, como você.
 Você se expressou do jeito que eu mais admirei e me entreguei... mas, pra onde foi tudo isso? 
As barreiras entre nós são grandes demais e eu pequena o bastante para não ter coragem para passa-las. 
Sua coragem é grande, o meu medo maior ainda, minha entrega imensa , a sua pequena demais.
Meu relógio sem ponteiro anuncia o fim desse tempo...
Toda pergunta tem sua resposta, todo choro um motivo, todo lugar um momento, toda vida tem seu correspondente.
Mas agora, meu correspondente é o motivo, o momento é o lugar e o choro veio como resposta.
Aonde eu errei? Aonde nós erramos? Qual parte do "eu te amo" você não entendeu?
É tão ruim se sentir sem vida, pior ainda é saber que você foi a minha vida.

sábado, 23 de abril de 2011

Se for voltar, me avise, pra eu poder fugir.

A chave está na mesa, pegue e vá embora. De meia volta e não volte mais, quando se virar a porta estará fechada, para sempre. Não quero mais te ver entrar, não mais. Meu coração se feriu demais. Não quero ouvir, vindo de você, nada mais que silêncio. Isso e apenas isso. Não quero mais sentir seu perfume, nem mesmo sentir seu toque, não quero vestir seu pijama, nem comer suas receitas, não quero assistir televisão num dia de domingo. Não me diga que vai voltar, que ainda me ama, ou que tudo que um dia disse foi verdade, não foi e nunca será! Você mentiu o tempo todo, não mentiu pra si, mentiu pra mim, como pode? Não tem explicação, não tem perdão, não consigo mais olhar em seus olhos, então apenas vá embora sem olhar pra trás.
Sua vida agitada, 24horas por dia, barulho por cima de barulho, como isso me irrita. Sou apenas um grunhido mudo, sem importância nenhuma, apenas um batimento cardíaco solitário em meio a tantos sussurros espanhóis.
Mas e todos os sonhos? Não são mais sonhos, são pesadelos, não quero mais tê-los, não quero mais lembrar seu nome, nem as conversas que tivemos, não quero lembrar seu rosto, ou suas promessas.
Se for voltar, me ligue, pra eu preparar minhas malas e ir embora antes que você chegue. Você tem gente o bastante pra te consolar. Mas, consolar pra quê? Você nunca sentiu, não pode sofrer.
Me joguei de um precipício, sem medir as consequencias. Entreguei todo meu amor em suas mãos, essas horas ele deve estar jogando em algum canto do seu quarto, longe do seu alcance, pra que ele não incomode o filme que está assistindo hoje.
Não mais sentir absolutamente nada por você, pegue a chave e vá embora, já pisou demais em mim, já venceu, já chega. Vá embora que daqui pra frente vou tentar fingir que você nunca existiu, vai ser bem melhor.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Depois que a chuva passa e a neblina abaixa as coisas ficam mais claras.
Quando a poeira abaixa, você consegue ver o tamanho do estrago.
Quando o inferno começou na terra, eu corri pra me salvar. Eu te busquei pra me salvar.
E quando as chamas tomavam conta da minha pele, eu percebi que não há salvação pra mim.
Minha mão corria meu rosto enquanto eu sentia o sangue escorrer entre meus dedos. Foi então que eu percebi que não valia a pena.
Eu daria minha vida por você, eu pularia de um prédio se me pedisse, eu deixaria me levar pelas luzes, mas você não ligou, me deixou morrer sem nem mesmo me dar uma explicação.
Eu sentei na calçada enquanto via o mundo cair ao meu redor, destroços e ruinas, nada era tão destrutivo quanto a minha raiva de você.
Os demonios corriam, levavam almas sem dó nem piedade, mas nada era tão cruel quanto meu olhar fitando-te ao longe.
Eu senti o vento que congelava minha espinha, mas eu não ligava, meu sangue estava quente o bastante pra ter o desejo de te ver morrer, em meus braços.
Eu estava sentada na calçada, sentindo os pingos finos de chuva cair em minhas bochechas, enquanto sentia meu mundo se auto-destruir dentro de mim, por não ter suas respostas.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Falta algo dentro de mim, falta espaço pra tanto vazio.
É muito nada pra um ser só, não sei mais como posso segurar.
Me faço de forte, tento não enlouquecer, mas a verdade é que sua ausência me deixa fora de mim.
O seu falso amor me deixa enjoada, e te odeio tanto que no fim acabo te amando.
Ah se eu pudesse tirar tudo isso de mim, mas eu simplesmente não sei o que fazer.
Eu só queria um dia frio, um pouco de carinho e algumas palavras que não fossem "certo" ou "estou viva", mas o que eu tenho são palavras frias e sem carinho num dia quente.
Por que você tem que me ter? Eu não quero mais, se pudesse entender... Eu não te quero perto de mim, mas não consigo ir embora, não é simples.
Não quero ser egoísta, mas seu cheiro ainda está empreguinado em minhas roupas, me embriagando por inteira.
Vá embora agora e não olhe pra trás.