Depois que a chuva passa e a neblina abaixa as coisas ficam mais claras.
Quando a poeira abaixa, você consegue ver o tamanho do estrago.
Quando o inferno começou na terra, eu corri pra me salvar. Eu te busquei pra me salvar.
E quando as chamas tomavam conta da minha pele, eu percebi que não há salvação pra mim.
Minha mão corria meu rosto enquanto eu sentia o sangue escorrer entre meus dedos. Foi então que eu percebi que não valia a pena.
Eu daria minha vida por você, eu pularia de um prédio se me pedisse, eu deixaria me levar pelas luzes, mas você não ligou, me deixou morrer sem nem mesmo me dar uma explicação.
Eu sentei na calçada enquanto via o mundo cair ao meu redor, destroços e ruinas, nada era tão destrutivo quanto a minha raiva de você.
Os demonios corriam, levavam almas sem dó nem piedade, mas nada era tão cruel quanto meu olhar fitando-te ao longe.
Eu senti o vento que congelava minha espinha, mas eu não ligava, meu sangue estava quente o bastante pra ter o desejo de te ver morrer, em meus braços.
Eu estava sentada na calçada, sentindo os pingos finos de chuva cair em minhas bochechas, enquanto sentia meu mundo se auto-destruir dentro de mim, por não ter suas respostas.
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