Certos tapas da vida a gente cambaleia, mas depois cria indiferença e devolve.
Eu olho pro céu e a lua me faz sentir menos viva, o tilindar dos ponteiros só me provam que existo.
Quanto tempo eu corri neste caminho? Quantos buracos tive que escalar pra poder ouvir suas palavras verdadeiras?
Sentada em meio a tanto barulho, que eu já não sei se vem de dentro da minha alma ou da avenida que me encontro, eu procuro todos que me disseram verdades e percebi o quão podres foram.
Eu não me sinto viva, dentro desta pele machucada existe sangue e eu o sinto escorrendo a cada soco dado, mas não me sinto viva.
De todas as suas palavras falsas eu fiz meus curativos, de todos os meus dramas eu fiz minha raiva e de toda vontade de que volte eu me refiz.
Virei o que abominava, quando ninguém me escutava, disseram.
Eu to bem.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Ah, a solidão.
“Deitei na cama, abri a garrafa, dobrei o travesseiro nas costas para ter um bom apoio, respirei fundo e sentei na escuridão olhado a janela. Era a primeira vez que eu estava sozinho em cinco dias. Eu era um homem que se fortalecia na solidão; ela era para mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado pra mim.”
(Charles Bukowski)
(Charles Bukowski)
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