sábado, 6 de novembro de 2021

Nunca entendeu

 As vezes eu acho que fiz tudo

E sinto falta 

Sim, sinto falta de tudo 

Quase como, se tudo, fosse nada 

Mas ha tantos que dizem ser tudo, no meio do nada 

E eu não sei dizer o que é tudo, isso, o nada 

Mas te ouvi dizer sobre o nada

O vazio 

E eu pensava saber do tudo.

Mas aí, me atingiu o nada. 

É o que sou, no final. 

Começo

O que é? 

Ela se priva, toda vez 

Todo, é como o nada. 

Porque tudo que é cheio, chega a ser vazio 

E Pedro se desespera, porque vários de seus textos também foram cheios

Mas recebeu o vazio. 

Mas o mar é sempre revolto 

Tudo ao eterno é vazio 

Se não fosse o canto 

O assovio 

O rum 

Tudo é cheio de nada, 

Não é?!

Mas ela é a imensidão, a pequena marola,  que engole a todos. 

E não é isso a vida?!

O grande vazio, que é cheio. 

Do que?!

Não sei. 

- Pedro?!

- Sim, marujo?!


Traga outro gole, Judas nunca entendeu o contexto.