sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Mas eu quem será?
Ela é um navio perdido sem ancora, que vai vagando em busca de bons ventos que levem-na para onde o céu é sempre limpo e a brisa sempre suave. Todos os dias a moça acorda com sentimento de ontem , com o gosto amargo de duvidas que lhe dão a sensação de vida. Num coração que mal comporta todos os sentimentos dessa vida, quem dirá entender. Num sopro de vida o dia acontece e num suspiro do mesmo ele acaba, tão incerto quanto o sol que aquece e apodrece. Já não se sabe se há vida no sangue que corre ou nos pensamentos que surgem. Exala um ar de confiança em tudo o que faz, com a certeza de que pode tirar os espinhos que ferem os seus, e coloca-los em seu próprio corpo. Guardando todos seus segredos que uma hora se tornam tão banais... As ondas vem e vão, o barco vai vagando na solidão que é viver.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
É inútil ter certeza.
Afinal qual a diferença entre o mel e o fel? Tudo que é ruim, uma hora foi fácil. Porém nem tudo que é difícil vale a pena. Tudo que tens certeza, uma hora vira incerto. Toda incerteza é também uma certeza. A duvida que te prende é a mesma que liberta. A pureza se torna confusa.
É esta estrada alucinante que nos faz ter turbilhões de sentimentos sem saber se é amor ou ódio, fé ou incerteza. Sem saber se está vivendo pro hoje ou pro ontem, com vestígios do passado. Com pensamentos que você julga serem seus, mas que talvez apenas tenham sido herdados. Afinal, é o meio ou o individuo?
Quando se para pra pensar, talvez surja a duvida de que a liberdade seja a prisão. Querer se ver fora de todo comodismo não é algo tão revolucionário e querer mudar o mundo é apenas mais uma moda.
A maneira como age, pensa, fala e sente faz o ser humano ou o ser humano é quem faz a ação, o pensamento, a fala e o sentir?
Vai além dos livros, das filosofias de bar.
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