segunda-feira, 14 de setembro de 2015

(sm);

Podia eu ser o Picasso apaixonado por teus olhos. Quem dera do teu céu fosse eu Galileu. Fosse eu célebre guerreiro de fato, sanando problemas sem esforço, assim: no ato... Mas, sabes que sou Dom Quixote. Quem me dera ser Chico, feliz e apaixonado (por todas as 20 mulheres). Mas continuo tendo apenas uma em mente, que de” Tim em Tim” só “Maia” meu coração.
Contudo, ainda que eu me visse grande e imponente, continuaria sendo deste teu coração o vaso insolente. Na tabela periódica do amor continuo sendo Nitrogenium, cuja presença impede a vida. E ainda que eu sonhasse ser teu Jardim de Butchart, nada me tiraria o fardo de ser erva daninha.
Em sumo, devo admitir que tens os olhos de Picasso e és todo céu de Galileu. Não te tiro a honra de ser progenitora de tantas qualidades, ainda que seja eu fadado a apenas observar e escrever.
Sinto-me imensuravelmente entristecido quando passas despercebida a olhos de outros mortais.

Deveria eu acabar meus dramas com a habilidade de Shakespeare, mas não tenho dotes tão notáveis, parafraseio então Holmes: Sabe o mais triste? Faz tempo que não digo eu te amo a ninguém. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Entenda como quiser.

Sentei-me naquele banco como quem já vivera a vida toda e espera o deleite da morte. Mas não sendo eu um personagem fictício, que nasce velho e morrem jovem, estava ainda na metade do caminho.
Ainda assim, sentei-me como um velho, a observar o ir e vir de pessoas que tinham as mesmas certezas que as minhas: nenhuma.
Eu, criatura imersa em duvidas, nunca certifiquei-me de duvidar a mim mesmo. Nunca permiti-me o vislumbre de olhar pra dentro das minhas incertezas.
Sentei-me então naquele banco velho e abandonado, tal qual eu me sentia, e organizei cada duvida por ordem alfabética. Vi-me inundado por essa imensidão de nadas...
Odeio quando isso ocorre... Odeio quando as incertezas pulam de mim feito cascata, formando um grande rio de duvidas que de forma ou outra acabariam em lagoas de sentimento.
Amo quando isso acontece!
Amo esse cheiro de velhas duvidas vestidas de batom vermelho e perfume "francê".
Sei que me sentei ali, a observar o vem e vai, pra esquecer dos que vem e não ficam, pra entender os que ficam e não estão e odiar os que nunca deveriam ter vindo ( pessoas ou duvidas, entenda como quiser)...
As duvidas não mudaram, as incertezas tampouco, mas sei que em algum estômago o bater de asas de uma borboleta desencadeou um furacão, aqui dentro de mim.