Podia eu ser o Picasso apaixonado por teus olhos. Quem dera
do teu céu fosse eu Galileu. Fosse eu célebre guerreiro de fato, sanando problemas sem
esforço, assim: no ato... Mas, sabes que sou Dom Quixote. Quem me dera ser Chico, feliz e apaixonado (por todas as 20
mulheres). Mas continuo tendo apenas uma em mente, que de” Tim em Tim” só “Maia”
meu coração.
Contudo, ainda que eu me visse grande e imponente, continuaria sendo deste teu coração o vaso insolente. Na tabela periódica do amor
continuo sendo Nitrogenium, cuja
presença impede a vida. E ainda que eu sonhasse ser teu Jardim de Butchart, nada me tiraria o fardo de ser erva daninha.
Em sumo, devo
admitir que tens os olhos de Picasso e és todo céu de Galileu. Não te tiro a honra
de ser progenitora de tantas qualidades,
ainda que seja eu fadado a apenas observar e escrever.
Sinto-me imensuravelmente
entristecido quando passas despercebida
a olhos de outros mortais.
Deveria eu acabar
meus dramas com a habilidade de Shakespeare, mas não tenho dotes tão notáveis,
parafraseio então Holmes: Sabe o mais triste? Faz tempo que não digo eu te amo a ninguém.
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