"Eu até podia ser seu, por inteiro, mas é mais fácil meu coração assoviar "canalices" que uma amorosa canção."
Era isso que dizia aquele ator bêbado, ou o autor daquele livro... Ou fui eu quem disse enquanto bêbado?! Enfim, tanto faz! O que foi dito, foi dito.
O bar estava tumultuado, muita falação, musica baixa, muita voz, pouca ação. De praxe, eu estava adorando, mas a cara de merda já é minha por direito.
Um copo de cerva, um trago no cigarro e ela entrou... Ah, e como entrou!
A chuva castigou a cidade e o seu vestido de seda castigou meu coração. (Mais um gole de cerveja, à seco desta vez.)
Entrou sorrindo, a música parou (ou fiquei surdo), levantei, ela passou.
Ela não me notou. Ela, não, me, notou.
Ah, foda-se.
A musica aumentou. As vozes voltaram, direita, esquerda, blá, blá. Papo chato.
Desculpe a cara de merda.
A lua agora está cheia e eu embriagado, o garçom já permitiu a saideira e eu vou pra casa, pare de me aporrinhar.
A seda, a chuva, você esta maltratando meu coração.
Acordei com ressaca. Sol na cara. A seda esta seca no chão.
Como você veio parar aqui?
Deve ser a cara de merda.....
Olha, eu até podia ser teu de corpo e alma, mas meu coração anda cantarolando idiotices. Meu perfume é de puteiro e minha cara de merda... Ora, o que estou explicando... Queria te amar, mas não levo o menor jeito não.
Meu coração nasceu malandro.
Volta amanhã?!
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