Eu não sei como é isso, também não poderia mensurar
A arte é a dor do poeta na sua forma mais latente
A arte salva, traz vida, é a merda que a gente busca
Mas eu não sei lidar com a dor, a arte sabe.
A arte transforma o vaso em obra, a obra em sorriso.
Talvez disso eu entenda.
Pedro fala por mim, Pedro sou eu, Pedro e eu.
O barco velejou, mais uma vez, não sei vê-lo ir.
O barco sabe onde vai. Onde está é bem recebido.
A arte me deixa em pé, ancorado.
Será que um dia saberei dizer?!
Pedro pergunta, e sente. Mas o barco veleja, como deve, é livre, calmo...
A gente, que gosta de rosas, teme os espinhos. A gente, que gosta de ventos, teme o sacolejo.
Mas a gente, que gosta da arte, aprecia a partida.
Nesse barco há muitos tripulantes, por eles todos guardamos um gole de rum e 3 moedas ao barqueiro.
Na minha escrita, sempre póstuma, nunca esquecida, Pedro se reverência.
Ao pedaço dos meus ancestrais, ao presente que Aye recebeu e Orum abençoou, levanto um brinde.
A arte salva, concretiza, eterniza!
A rainha que sempre viverá!
Pedro, traga um copo, hoje é dia de brindar