Absolutamente nada.
Hoje eu esperei, contei os minutos, deixei meu relógio sem ponteiro rolar só pra ver o que a alma ia clamar. Não vou ligar, me desesperar, sei que não vai voltar.
Clamei por perdão e seus ouvidos só me ignoraram, já se passaram dois minutos e meu pedido de ajuda ainda continua em aberto, esperando que alguém o responda.
Tirei minha alma, lavei e estendi. Ela está ali e eu estou aqui, apenas a observando a espera de que ela me diga que quer voltar pra mim.
Não vou mover um dedo, mesmo que eu continue sem vida, sem motivos pra continuar a viver, não vou me mover, minha alma pediu socorro eu lhe dei, está ali, lavada, estendida e pronta pra ser jogada fora...
Meu chão já virou caixão, meu céu já desabou e meu corpo faleceu, não a motivos para trazer a alma para dentro novamente. Por quê você regaria uma rosa já murcha? Não há sentido.
Sei que posso voltar a viver, mas pra que? Vou voltar a morrer e não há nada que possa me manter de pé, como você.
Você se expressou do jeito que eu mais admirei e me entreguei... mas, pra onde foi tudo isso?
As barreiras entre nós são grandes demais e eu pequena o bastante para não ter coragem para passa-las.
Sua coragem é grande, o meu medo maior ainda, minha entrega imensa , a sua pequena demais.
Meu relógio sem ponteiro anuncia o fim desse tempo...
Toda pergunta tem sua resposta, todo choro um motivo, todo lugar um momento, toda vida tem seu correspondente.
Mas agora, meu correspondente é o motivo, o momento é o lugar e o choro veio como resposta.
Aonde eu errei? Aonde nós erramos? Qual parte do "eu te amo" você não entendeu?
É tão ruim se sentir sem vida, pior ainda é saber que você foi a minha vida.

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