O que me acalma é não saber o amanhã.
De longe, meu forte era grande, resistente e imponente.
De perto, era pequeno, frágil e não tinha nenhuma vantagem.
Eu não sei mentir.
Pensei não ser possível se afogar no nada. No vazio.
De perto não parecia vazio.
O que me traz paz é que o relento ainda é grande e nele vivo bem.
De perto é frio.
Eu sou covarde.
Certezas são sempre certas, independente do quanto o mundo diga que não.
Peguei as minhas e coloquei na prateleira como troféus. Méritos de quem sabe o que faz mesmo tendo um universos de probabilidades.
O que me acalma é saber que existem outros universos e dimensões e tempos.
O amanhã não existe e é nele que crio coisas impossíveis, com a certeza de que nada será real, como mérito de minhas escolhas.
Eu sei fingir.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Die lüge
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