sábado, 18 de janeiro de 2014

Em mim, todos os sonhos do mundo.

Se em mim há tantos sonhos quanto no mundo, o mundo eu hei de ser.
Dos meus olhos caem águas tão salgadas quanto os mares, talvez eu tenha chorado oceanos.
Se ao fechar os olhos, estrelas me tomam a visão, quem sabe dos astros eu não saiba bem.
Do chão de terra batida meus pés já usufruíram, mas do asfalto civilizado já estão bem "amigados".
Palavras formadas por histórias me tomam os ouvidos e eu já nem fujo da realidade.
Quiça nesse mundo velho sem porteira, eu já tenha percorrido de outras vidas. 
E mesmo meu corpo jovem com alma de velha, não entende o que ocorreu. E essas mãos que já não largam a caneta, sem distinguir realidade e ilusão,estão confusas. E mesmo tendo em mim, um mundo todo de certezas, não entendi como poderia existir algo tão indecifrável quanto o seu cheiro ao passar por mim.

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