quinta-feira, 31 de março de 2011




Vivendo apenas pra vencer a falta que me faz você.

Estou cheia de vazio, cheia de Deus sabe lá o que.
Tão perdida em meio a tantas palavras.
Sempre quis acreditar que ia ser diferente, mesmo que os fatos provem o contrario.
Estou tão sozinha em meio a tanta gente.
É como remar contra a maré, e não se importar se o rio te levar.
Algo como passar sangue nos lábios pra sentir a dor.
Nada do que eu fiz foi por querer, foi tudo sem pensar.
Eu não devia ter dito o que pensei,deveria ter pensado no que disse.
E tudo dá um nó enquanto tento desatar em nós.
Tudo re-pensado desta vez, re-escrito, re-estudado, re-formado, re-sofrido.
O ponteiro do meu relógio já parou, não se conta o infinito.
As horas continuam a correr, mas a areia da ampulheta já acabou.
Eu não consegui te segurar, não por tanto tempo, por mais perfeito que seja, tudo tem que acabar.
Histórias felizes não tem final, me enganei. Fingi ser feliz, eu menti pra mim.
Corre contra o tempo, nada adianta, o relógio parou o tempo não.
O mundo não quer me deixar descer e eu não consigo colar todas as partes do meu coração, com todo mundo se mexendo rápido assim.
Não dá pra ouvir meu som preferido (sua voz) com tanta vozes gritando assim.
Como é que eu posso ouvir teu silêncio com esses gritos mudos contra mim?
É algo tão fácil de se entender que eu fico com dor de cabeça, complexidade me cansa.
Eu menti pra mim, todo o tempo, tapa a ferida, encobre a dor e sorri.

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