É ódio.
As vezes eu acho que tudo que me consome é ódio.
É que eu não sei lidar, e Pedro solta a rédia.
Ele não sabe me segurar.
Eu bebo, ele soluça.
Eu choro, ele reflete.
Não há nada nessa vida que seja ameno.
Mas como pode, o ódio ser maior do que...
Eu nem sei o que ia dizer.
A gente vive,
Ou sobrevive...
Pedro, pegue a rédia!
Ele nunca sabe o que fazer, porque agora o ódio me consome.
O pássaro voou,
A maré alastrou,
E amanhã...
Ah, o amanhã...
Eu vou sorrir, sabendo que o ódio que me consome é mera coincidência do caos que se instalou
A verdade, como já disse,
É quimera
E vai me devorar por inteiro
Porque meu ódio é um Pincher raivoso e a vida ..
A vida é um Pitbull deitando dormindo, roendo o osso.
Enquanto eu morro de ódio, a vida me tem sonolenta.
E o amanhã me tem, como cupim em madeira.
Eu sou só ódio.
Mas a vida,
Ela é só...
Pedro?
Silêncio.
De novo
Pedro gosta do silêncio, eu também.
Mas o ódio fala alto, grita, arranha
E eu chamo por Pedro.
Se Pedro é covarde, eu sou o que?!
Todos do convés sabem que não há Terra a vista.
Eu sou só um capitão, mimado, que grita por Pedro no mais insano ódio
E Pedro...
Faz silêncio.
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