Ela se jogou pro mundo como quem se joga na cama depois de um dia cansativo. Quis agarrar a vida com as mãos sem saber que ela escorre como areia entre os dedos. Procurou o encanto de "Era uma vez" e só encontrou no "paraíso proibido". Sem saber que tempo corre ela tentava tirar o vazio que o mundo deixará enquanto ela dormia. A cada dia uma gota de lágrima se revertia em vontade de atravessar os dias correndo e só parar no fim dessa estrada. Da onde vem a força pra tanto desgosto, pra que o desgosto de tanto esforço?
Ela se jogou em meus braços procurando a paz de um colo materno, seus olhos eram como dias nublados, e imploravam que meus olhos fossem o sol a findar a chuva. Todos os dias ela me gritava com calmaria: Quem eu sou? Ela não se achou, mas eu também não sei quem sou.
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