Voltamos ao ponto inicial, onde o peito gela ao sentir que o tempo nunca para ou volta, é constante e se faz presente em cada arrancada de carro.
Coloquei a culpa em tudo, como forma de diminuir a dor que se expadia feito balão de gás hélio.
Amargurei a culpa de ter dito "te vejo amanhã", mas não ter entendido nas entrelinhas o pedido de socorro.
Por que? Por quem? Eu não entendi.
Engoli a seco minha vontade de voltar no tempo e não pisar naquele lugar que não era seu (não era você).
Não é sua culpa. Está tudo bem.
Repeti milhões de vezes e o cheiro das rosas não me escapou os sentidos.
Lutei por tempos para não sentir essa angústia de querer ver algo que não passa de penumbra, mas não sou tão forte. Não como eu via você.
Essas linhas soam como erros gramaticais tão alegres que só podem ser teus.
Meu peito tem um eco que talvez se alastre por tempos a fio. Não quero que acabe.
Por nós. Por você. E por todos os outros. Setembro, lembrai.
Ainda que não pulse mais, é parte de um todo que me faz matade.
Me perdoa não ter entendido.
Esse não é o último, nem o primeiro.
Faço pra que agora esteja "metendo macha".
Independente de como, faço pois "abro essa boca, degraçado".
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Lembrai.
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