Os fogos viriam tarde. Eram mais como barris de pólvora, e a explosão soava como bomba atômica.
O rastilho já feito esperava faísca qualquer, ninguém sabia quem ascenderia.
Viria tarde a explosão de cores, que embora eu achasse bonito, pareciam confusas e o barulho me amedrontava.
Procurei entender o motivo da ocasião, mas como não sou bom em nada, não teria sanado também essa dúvida.
Poderia ser pela descoberta de uma salvação em algo que já parecia perdido [tal qual penicilina], porém como algo real e irrefutável na essência.
Racionalidade demais impediu que aquilo fosse só e somente um rastilho pondo tudo ao alto, como forma de explodir o que parecia sem saída e implodir a minha incapacidade de ver além das faíscas.
Como fiz questão de muito, havia explodido muito antes que as cores tomassem o céu. Nunca consegui ser suficiente pra algo, por inconveniência ou mesmo falta de opção. Embora tenha tentado ser aquilo que disse que seria, não parei de vacilar o palpitar dos dedos ao riscar a pedra do isqueiro.
Foi falha minha tentativa de dizer que os fogos viriam tarde e que nada poderia ser feito.
Eu não te impediria mais uma vez de apreciar a explosão no céu e a implosão no peito. Não há como eu dizer pra que não veja as coisas afundando assim, no céu.
Eu não sou hipócrita. Eu não me suporto mais.
Não faria ninguém apreciar a queima de fogos, que vem tarde.
Nunca quis fazer questão de, nada. Ele agora me sufoca.
Tentiva falha é a falta. Ascendi o rastilho pra ver queimar.
Eu nunca consegui ser suficiente, nem mesmo pra entender as cores que agora queimam no céu
e chegaram tarde
demais.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Tardou
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