Eu sou o medo pulsante do Jack.
Ela é minha vergonha inflamada, feito fratura de osso exposto.
Já tive medo de querer acabar com tudo isso. Mas não seria isso o que faço?
As noites mal dormidas, os porres, as dores de cabeça matinais. A vergonha do efeito, a mão escondida, as fugas. É tudo caminho pro fim.
É tudo soma, numa equação onde o fator me é distante, mas o resultado sou eu, x da questão.
Prometi voltar. Ser forte. Prometi. Não sou capaz, se quer, de olhar na sua cara.
Fugi, como ele fez, deixei um vazio mais desonesto que o rombo que ele me causou. Eu não tive a intenção.
Achei que quando eu mudasse o rumo, a direção, pudesse te proteger de tudo que me atingiu. Porém te poupei apenas dos meus braços, que talvez fossem sua única salvação. Eu não tive a intenção.
Agora pouco me resta, e nem coragem me sobra, tampouco consigo lhe dizer que as coisas serão alheias.
Te fui espelho e falhei em tudo. Esqueci de te avisar que o peito que te aquecia é falho, e não é digno de levar esse teu coração tão puro que acreditou nas minhas promessas.
Das vezes que sua mão segurou a minha, todas elas, eu tinha certeza que conseguiria ser o que você via. Erro meu ter te feito acreditar.
Meu colo foi a coisa mais covarde que te ofereci, meu último tchau ao som do seu choro é um eco infindo que como navalha me dilacera.
Não me restou quase nada, nem mesmo um pedido de perdão, até ele tem um preço.
Eu te daria o mundo, eu juro, mas nem mesmo meu olhar eu consigo te dar.
Sou agora um ser inundando na vergonha e tenho remorço por te fazer a melhor parte de mim.
Eu abriria mão de você. Viveria vazio e sem esperança como quando você chegou, por mais três vidas, se isso te fizesse sorrir de novo.
Me perdoa.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Pra quando você crescer
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