Acometido pela loucura. Me perguntei o que seria a sanidade.
Essa raiva toda que sai do teu peito é rastilho de pólvora. O vento não leva, água não dissolve.
Tudo é um brado justo, empreendedores do universo não sabem quanto vale esse fosco pensar.
Se nunca entenderes que a não cresça se converte em algo além do ser, não acreditaria em você.
Um buraco que é aberto no peito faz de escombros uma guerra fria e as palavras estão hoje escondidas, como armas. Nuclear esse viver.
O vazio se enche numa proporção inversamente proporcional a que relutas contra esse cântico agudo do século passado.
Escrevinha. Escreva. Escravinha. De si.
Rupestre o pensar no céu anil, metáfora que não cabe nesse dedo tamanho doze.
Esboça o desespero enquanto se afoga na calma.
Escravinha. Escrevinha. Escreva.
Caiu o céu, o chão abriu, o ser é imenso. Palavras me pulsam como sangue arterial. O silêncio me entope feito veias linfáticas cansadas.
És, pra crer o que vinha.
Foi agora, o que era antes.
Super nova.
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