sábado, 30 de julho de 2016

Créditos finais

Gostei de como duvidou de mim. Encheu o peito pra dizer que eu estava errado. Fez malha fina nos meus argumentos.
Mas eu estava certo.
Paixão sempre foi mais forte que o amor, ou tantos não teria eu.
A vontade que te da, ao ouvir a mais perfeita Sinfonia de Sinatra, de dançar. É a paixão.
Descompasar o peito, com o compasso do seu passo.
Mas adoro que me provem que eu estou errado.
Que aquele filme, péssimo, de domingo era na realidade a relíquia pelos créditos finais. Afinal, somos nós perdidos em closes capturados pela sonografia ruim do longa e perfeitos na sonoridade do... e x p i r a r.
Não há como dizer que tudo isso é infindo, no primeiro raiar do dia eu ja terei ido e nosso silêncio repentino vai ser mais lindo do que aqueles Bastardos conseguiram fazer.
Curtas tem o poder de te deixar com gosto de quero mais. Sinatra numa película verde contrastante. É um longa simetrico feito por meu desprazer de ser contrariado pelo seu gosto familiar.
Na fala vacilou, contra meus argumentos não há como se defender, eu adoro estar errado.
Dizendo estar certo.
Sou clichê como a tristeza de Bukowski e te deixo sem sentido como Fincher. Volta amanhã pra me xingar, por eu ser tão Woody e sonoro como Elvis (but, don't run).
Me prova que estou errado, te dou minha certeza em sépia, luz baixa e enquadramento torto, que consigo ser o longa mais curto que já viu.

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