Foi por um par de olhos assim que me debati. Perdidos na linha do querer, entre ter tudo em meio ao caos e perder nada perante a calma.
Eis que nunca fui bom trabalhador, ou menos ainda escritor. Sempre fui da taberna, e o garçom o sabe bem.
Meu peito foi regado a doses repetidas no meio da noite, enquanto a penumbra adentrava o quarto e eu fazia a luz neon de lua.
Suas pernas deviam caminhar por aqui, entrelaçando-me de forma sutil, emaranhado em mim, enrroscando até não mais sentir frio. Me deleitaria e sorriria ao sentir o sufocar da víbora.
Mas por maldade, veja só, fiz do travesseiro fortaleza e queidei-me mudo ao som de Tom Jobim.
Orquestrou com maestria a quinta sinfonia em minhas cordas vocais. Tamborilou o mais triste samba - fundo - de - quintal no meu coração.
Mas não me importa, quiçá, se existia a probabilidade que soubesse. Do meu copo cheio e o seu vazio, eu ja sei bem.
Fiz me pórtico poeta, em rumo a prumo do seu sumo. Poeta parnasiano. Que tal?
O garçom conhece bem. A mesa e o pedido. Da próxima, sente e pede um copo, que do meu coração nada levas, nada vale, do meu copo muito mais valia.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Não faça mais-valia do meu peito.
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