Eu não sei quantas eu bebi, mas eu nunca sei, o que sei é que os caras que juntam alumínio estão muito felizes essa semana.
Fechei a cortina em uma tentaviva frustrada de não ver o raiar do dia. Cobri a cabeça tentando fazer esse cômodo ser inundado pela noite. Tudo pra tentar fechar os olhos e apenas sucumbir ao sono.
Falhei, em tudo, até mesmo em falhar. Meu peito não enrrigeceu com a ideia de que ficaria, minha respiração falhou foi quando pensei na hipótese de que não voltaria.
Meu maço não tem rendido mais que uma noite, meus dedos dançam e brincam com os filtros como um pedido de socorro. Nem mesmo quando me calo, sinto-me satisfeito, escutar o silêncio tem sido mais pertubador por não soar com sua voz as sete da manhã.
Se isso fosse uma carta, não teria destinatário, ou assinatura final. Creio que conhece minha caligrafia e os versos manjados. O celo em seus lábios ja dizem o remetente.
Mas estou bêbado outra vez, e raras as vezes que me calo. Mas e se eu dissesse que acabei me afogando mais do que esperava e foi bom naufragar, o que diria? Quando a ressaca acabasse e eu não pudesse abrir outra lata, o pedido pra que permaneça ainda estaria vivo, e o que eu faria?
Decidi emudecer, um completo peso morto, torto, eu podia ser (não mais) que um tropeço na sua semana e te fazer perder algumas boas horas em um dia qualquer te fazendo acabar com meio maço num fim de tarde.
Eu sei pedir outra cerveja ao garçom com maestria, mas por descuido do destino, não sei pedir pra que fique pra outro café. Mas gostaria.
domingo, 14 de agosto de 2016
E se
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